Apesar de achar que já sabia o suficiente sobre os genéricos, pois sempre defendi a sua administração, acabei por ficar surpreendida com algumas informações que o Farmacêutico José Pedro Regala facultou à audiência.
Por exemplo, sabiam que qualquer medicamento deriva sempre da medicina natural e tradicional, assim como, dos saberes mais remotos de muitos curandeiros e de suas mezinhas? E eu que pensava que muitos dos medicamentos, recentemente descobertos, eram integralmente fabricados em tubos de ensaio, mediante formulas químicas criadas em laboratório.
Sabiam que, em média, salvo raras excepções, um medicamento leva entre dez a doze anos a ser testado antes de poder ser comercializado? Parece muito tempo, mas funciona realmente assim devido à necessidade de testar a fiabilidade e segurança do mesmo. De facto, antes de um medicamento sair para o mercado, este tem que ser sujeito a inúmeros testes, primeiro em animais e, numa fase posterior, em humanos que normalmente se oferecem como voluntários para este efeito. Neste processo são envolvidos vários laboratórios e inúmeros investigadores. Apenas quando ficar comprovada a sua biossegurança ou seja, de que o medicamento não apresenta risco algum para o Homem, é dado o aval para a sua comercialização. Assim, não admira que alguns medicamentos sejam tão caros!
De igual forma, fiquei a saber, e isto é muito importante, que se transmita que um medicamento genérico apenas difere do medicamento de marca no seu preço, que é consideravelmente mais barato. Quanto ao resto, no que concerne ao princípio activo, tamanho, cor ou forma tudo é rigorosamente igual.
Bom, e se é mesmo assim, dá vontade de perguntar porque é que os medicamentos não são todos genéricos? A resposta já vos foi dada. Se é dispendido tanto tempo de investigação e tantos recursos num medicamento novo, os custos dispendidos neste processo são, necessariamente, muito elevados. Daí que, quando o medicamento é aprovado, o laboratório que o comercializa tem direito de exclusividade durante sete anos. E assim, surge o medicamento de marca.
Findo este tempo, outros laboratórios passam a poder comercializar esse mesmo medicamento e assim, surgem os genéricos.
Este fim-de-semana, enquanto folheava a revista Visão, li uma pequena notícia onde se anunciava que o estado Português irá comparticipar em 100% a venda de medicamentos genéricos a cerca de um milhão de pensionistas, com rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional.
É caso para pensar seriamente nos genéricos! Não vos parece?
Ana Cerdeira












